
Apatia: essa foi a palavra da semana. Um péssimo rendimento em Ijuí causou muitas dúvidas no torcedor xavante.
O esquema usado pelo técnico Suca foi criticado, mas a apatia, a falta de entrega dos jogadores foi o principal motivo de desconfiança da torcida.
Imagem: Pedro Barbieri (TV UCPel)
Ontem, no estádio Bento Freitas, o que se viu foi bem diferente. Se as principais características do Brasil sempre foram pegada, marcação, raça, os jogadores fizeram questão de entrar no espírito xavante.
Aos 8 minutos Claudio Milar abriu o placar, de falta, no ângulo. 100 gols na conta do uruguaio. O São José não assustou, mesmo tentando atacar e buscar o empate, o time da capital esbarrou na forte marcação e ótima atuação do sistema defensivo do Brasil. O meio de campo funcionou bem, o que não ocorreu na estréia em Ijuí. Fábio Lima ainda não apresenta um ótimo futebol, longe disso, mas, mais uma vez eu arrisco, é um jogador diferenciado dentro do elenco. Bom toque de bola, bons lançamentos, boa visão de jogo e boa movimentação. Acredito que o seu melhor futebol deve surgir com o entrosamento e com uma melhor condição física.
O segundo tempo veio e com ele a festa de Milar. O uruguaio era o anfitrião, mas fez questão de dar um lindo presente para o estreante Fábio Lima marcar o seu primeiro gol com a camisa rubro-negra.
Com a boa atuação de Michel Simplício, Hyantony, que entrou no segundo tempo, se viu obrigado a mostrar um bom futebol. E mostrou. Buscando o jogo, o centro-avante dominou a bola na risca do meio-campo e passou para Tiago Machado. O lateral avançou em velocidade e devolveu para Hyantony na entrada da grande área, de frente pro gol. Mas estamos falando de festa, então, um belo passe de primeira é o presente que um anfitrião deseja. Milar domina e faz a sua festa. Pra lá! Pra cá! pra lá de novo. Uma bonita dança com o goleiro Ney e seus defensores. Milar é craque. deixou todos pra trás e largou uma bomba de perna esquerda. Com o gol aberto. 3x0 Brasil.
Aos 40 minutos Jeferson descontou para o Zequinha. Mas ninguém percebeu. Porque logo em seguida, Carlos Alberto fez grande jogada e serviu Raone, que invadiu a área e bateu no canto, sem chances para o goleiro, dando contas finais ao jogo. 4x1
Brasil: Rodrigo Silva; Tiago Machado, Régis, Alex Martins e Raone; Ivanildo, Carlos Alberto, Flavinho (Edu)(Evaldo) e Fábio Lima; Michel Simplício (Hyantony) e Claudio Milar.
São José: Ney; Filipe, Bruno, Samuel e Kiko (Jéferson); Daril (Rafael), Jonas, Denio e Junior Paulista; Fabiano e Anderson Poti (Toledo).
Avaliação do jogo:
Rodrigo Silva: foi bem sempre que exigido, fez uma ótima defesa na cabeçada de Poti. nota 8
Tiago Machado: fez a melhor atuação com a camisa do Brasil. Bem no ataque, regular na defesa, e muita vontade. Participou diretemante do 3º gol. nota 8
Régis: muita raça, muita pegada. nota 8
Alex Martins: um monstro. nota 9
Raone: jogou em sua posição. Foi muito bem e marcou um gol. nota 8
Ivanildo: um cão de guarda, muita marcação e muita vibração. nota 9
Flavinho: boa movimentação e bons passes. nota 8
Carlos Alberto: na marcação foi preciso, com muita determinação e ajudou bastante na criação. nota 9
Fábio Lima: alternou bons e maus momentos na partida. Fez um gol, criou boas jogadas. Um jogador de qualidade. nota 8
Michel Simplício: muita movimentação, velocidade, determinação e entrega. nota 9
Hyantony: jogou pouco, mas entrou muito bem. Participou da jogada do 3º gol. nota 8
Edu e Evaldo ficaram pouco tempo em campo. sem nota
Claudio Milar: NOTA 100
Suca: sem invenções, fez o basicão e deu certo. Foi bem nas substituições. nota 8
Nenhum comentário:
Postar um comentário