quinta-feira, 20 de março de 2008

Inter é o primeiro a ir para as oitavas de final

Adriano, o herói da noite colorada.

Bom, hoje irei propor uma reflexão ao amigo leitor. Em 2006, o Inter foi campeão da América, campeão do Mundo e vice-campeão Brasileiro. Um ano para o torcedor jamais se esquecer. Mas nem sempre o time colorado jogou partidas maravilhosas, era um time bastante regular é verdade, mas também fazia partidas ruins. Na campanha da Libertadores por exemplo, podemos citar como grande exemplo o jogo de ida da semifinal, contra o Libertad do Paraguai, em Assunção. O Inter jogou mal, foi dominado quase todo o tempo pelo adversário, mas contou com a sorte para voltar “vivo” para o Beira-Rio. No jogo de volta, mais um sufoco e o Inter chegou aos gols da classificação quando a partida estava mais para os Paraguaios do que para o Colorado Gaúcho. Bom, mas enfim o que quero dizer é que, para triunfar, o Inter precisou de qualidade, competência e também, sorte.

Ano que vem o Inter completa 100 anos de fundação, e o sonho de todo colorado é poder reviver o ano de 2006, sendo campeão da América, do Mundo, e de repente conquistar também títulos nacionais e o Estadual, tudo para presentear a imensa torcida que está sempre, incondicionalmente, ao lado do Internacional. A Copa do Brasil é o atalho mais fácil e rápido para que possamos viver este sonho, e ontem o Internacional eliminou outro adversário, eliminou outra partida. Faltam apenas 8 batalhas agora.

Quanto ao futebol... Bem, o Inter contou com alguns ingredientes do vitorioso ano de 2006 para eliminar a Chapecoense no Estádio Índio Condá, em Chapecó. A sorte e a qualidade. A sorte apareceu quando o adversário foi se esfacelando aos poucos. Durante o jogo saíram o goleiro Nivaldo e o centroavante Cadu, lesionados, e o zagueiro Marcelo Guerreiro foi expulso no segundo tempo. A partir destes acontecimentos, o Inter realmente entrou no jogo. Marcão cruzou e Alex cabeceou com estilo, abrindo o placar. E para eliminar o jogo de volta a qualidade colorada precisou entrar em campo, sim, ela precisava entrar, porque ela estava no banco. Adriano, um atacante de ofício, daqueles que quando entram em campo exalam um cheiro de gol no ar, ocupou o lugar do apagado Gil e fez o que a Nação Colorada esperava dele. Decidiu o jogo. O atacante entrou pela esquerda e, aos 47 minutos de jogo, fuzilou o gol da Chapecoense. Mais uma vez o Inter não teve uma atuação exuberante, Gil e Andrézinho iniciaram a partida no lugar de Iarley e Magrão, abatidos por problemas estomacais. Gil resolveu acompanhar Fernandão e, assim como o capitão colorado, teve uma atuação apagadíssima.

Mas o que realmente interessa é que o Inter ganhou. Eliminou seu adversário sem jogar bem, assim como fizera com o Libertad, na Libertadores de 2006. Será que a história está se repetindo? Bom se ela está ou não nós veremos com o passar do tempo, mas uma coisa é certa. São apenas oito jogos para que possamos voltar a figurar entre os melhores da América.

Chapecoense
(0)

Nivaldo (Ricardo), Augusto, Téio, Marcelo Guerreiro, Tiago; Maurício, Dino, Everton César, Eder (Fábio); Santos e Cadu (Dalmo).

Técnico: Luiz Carlos Cruz

Inter (2)

Renan; Índio, Orozco, Marcão; Wellington Monteiro (Jonas), Edinho, Andrézinho, Alex (Guto), Guiñazu; Gil (Adriano) e Fernandão.

Técnico: Abel Braga

Gols: Alex, aos 29, e Adriano, aos 47 minutos do segundo tempo

Cartões amarelos: Augusto, Marcelo Guerreiro, Dino, Maurício (Chapecoense); Índio (Inter)

Cartão vermelho: Marcelo Guerreiro (Chapecoense)

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG) Auxiliares: Márcio Eustáquio S. Santiago (MG) e Helberth Costa Andrade (MG)

Data: 19/03/2008

Estádio: Índio Condá, em Chapecó (SC)

Um comentário:

Roberto Amaro disse...

Com a força que o juiz deu pro inter tem que classificar mesmo...
Diante de um adversario fraco....LAMENTAVEL....