sexta-feira, 14 de março de 2008

Não Precisa Mudar



A lógica para um time que vem conseguindo bons resultado é que ele mantenha, sempre que possível seu jeito de jogar. Isso passa pela escalação de jogadores, é claro, mas também, e principalmente, pela estrutura tática da equipe.

O Grêmio conseguiu achar uma forma eficiente de jogar mais cedo do que se imaginava, para um time em formação, neste ano de 2008. Wagner Mancini estabeleceu um 4-4-2 clássico, colocando à frente um jogador mais fixo (Tadeu) ao lado de um de maior movimentação (André Luiz). Deu certo. Tanto que ao assumir o time, Celso Roth manteve essa estrutura, mesmo que com o decorrer dos jogos o tricolor ainda estreasse alguns de seus principais reforços para essa temporada.

Com isso, houve o ingresso de Perea e Soares. Um acréscimo indiscutível de qualidade, que aumentou o poder ofensivo do time, com jogadores mais efetivos. Ajudados é claro, com a nova dupla de meias, Roger e Dos Santos. Portanto, mudaram as peças, aumentou a qualidade técnica do time, mas não mudou a estrutura tática da equipe, e os resultados continuaram sendo favoráveis.

Pois bem, chegamos ao jogo diante do Caxias ontem no Olímpico. Ao ver a escalação não encontrei nenhuma razão para que Roth modificasse a maneira do time jogar. Além de retirar um atacante, ele mexeu no posicionamento de Roger. Segundo o técnico gremista, Roger seria um “falso atacante”, um meia mais avançado.

Uma escolha que custaria caro para o Grêmio, afinal Roger não tem essa característica, pois a velocidade nunca foi sua maior virtude. O resultado foi um Grêmio confuso no primeiro tempo, com a entrada de Anderson Pico congestionando um meio-campo repleto de jogadores com estilos semelhantes. Roger mais a frente, nem de perto contribuiu como em outros jogos.

Na segunda parte do jogo, Celso Roth tentou consertar seu erro. Saiu Pico e entrou Reinaldo, reestruturando a equipe taticamente, mas cometendo seu segundo equivoco da noite. Reinaldo até agora não mostrou sequer uma virtude que justificasse mais uma chance na equipe. Mais uma vez, seguiu sem mostrar. Definitivamente trata-se do atacante mais limitado que vestiu a camiseta do Grêmio esse ano.

Uma partida equilibrada, onde o Grêmio mudou sem precisar mudar, o Caxias com enormes cuidados defensivos não levou grandes sustos, e o empate de 0 a 0 acabou sendo o placar mais justo.

2 comentários:

Roberto Amaro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Roberto Amaro disse...

Tchê não tem explicação esse Celso Roth é Colorado... Forte abraço e parabens pelo blog...