quinta-feira, 3 de abril de 2008

Derrota e má atuação


Uma noite para ser esquecida para o Grêmio no Serra Dourada. Historicamente causa arrepios ao tricolor jogar em Goiânia. Derrotas e goleadas, sobretudo contra o Goiás. Bom, mas no jogo de ontem não era o Goiás, tratava-se do ilustre Atlético Goianiense, um time organizado e veloz.

O Grêmio além de ter tido enorme prejuízo em virtude das escolhas de seu treinador, não teve sorte. As lesões de Anderson Pico e Nunes logo no primeiro tempo, e a de André Luiz no segundo, prejudicaram o time. Especialmente a de André Luiz, que fez com que o tricolor ficasse com um jogador a menos em campo, por já ter feito todas as substituições permitidas.

Celso Roth optou por Nunes e Rudinei, ao invés de Junior e Julio dos Santos. E foi partindo disso que o Grêmio começou a perder o jogo. Eduardo Costa e Nunes têm características semelhantes, marcam, desarmam, mas tem passe muito limitado. Ao jogar com dois jogadores assim, a saída de bola do time fica comprometida. Em jogos do Gauchão, onde é menor o nível de exigência, esse problema não fica tão explícito.

Celso Roth teve a oportunidade de corrigir esse erro, no momento que Nunes saiu machucado. Até os gandulas do Serra Dourada enxergavam que o Grêmio não jogava no seu meio-campo, que Roger pouco participava, e a dupla de atacantes Perea e Jonas ficavam de um lado para outro esperando a bola chegar.

Logo, ao sair Nunes, era essencial a entrada de Junior ou de Julio dos Santos. A entrada do paraguaio deixaria a equipe um pouco mais ofensiva, o que não seria nenhum problema, afinal nessas alturas o Grêmio já perdia por 1 a 0. A de Junior, não deixaria o time mais ofensivo, entretanto melhoria o passe. A escolha por Thiego, não só prendeu ainda mais o time, como fez com que o Grêmio passasse a jogar num 3-5-2, esquema que ficou claro que a equipe não está preparada para jogar.

Durante todo o jogo, o tricolor teve mais posse de bola, o que não significa que tivesse o controle da partida. O time goiano sabia o que fazer com a bola, o Grêmio não. Mesmo tendo mais a bola, o Grêmio era um time amarrado, sem alternativas. E os poucos espaços que o Grêmio teve pela direita, foram desperdiçados pelos ineficientes cruzamentos de Paulo Sérgio.

Por tudo, a derrota acabou sendo justa. O gol de Roger no fim da partida salvou a classificação. Graças ao gol qualificado, o Grêmio segue vivo e com enormes chances de reverter o placar no Olímpico. Mas vai ter que jogar mais, pois mesmo que o placar não tenha sido ruim, a atuação deixou os gremistas preocupados.

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