terça-feira, 8 de abril de 2008

Grêmio cai no Gauchão

O Grêmio sucumbiu diante do Juventude, em pleno Estádio Olímpico, com uma atuação simplesmente esdrúxula. Um desempenho de um time sem alma, sem força, completamente diferente do que todos os gremistas estão acostumados.

A tragédia foi anunciada antes mesmo de o jogo começar. A escalação da equipe logo que foi anunciada, surpreendeu e preocupou todos os gremistas. Pois o Grêmio mais uma vez mudava de esquema tático. Primeiro, na quarta-feira, na constrangedora derrota para o Atlético-GO, Celso Roth iniciou a partida com o habitual 4-4-2, com o decorrer do jogo, passou para o 3-5-2 e o time piorou.

Contra o Juventude foi o 4-5-1, em casa, e com vantagem de até perder o jogo, Celso mandou a campo somente um atacante, Perea. Mais uma vez solitário, por vezes perdido, dentro de um esquema que o time não está acostumado a jogar.

A intenção de Roth era povoar o meio-campo, e conseguiu. Porém, talvez o que o técnico desconsidere, é que não basta ter jogadores a mais no meio-de-campo do que o adversário, e sim, preencher o setor com jogadores que saibam jogar e com posições definidas. E o Grêmio não tinha nada disso. Com cinco jogadores no meio, somente dois jogaram.

A insistência em Nunes, não só prejudica a saída de bola do time, como obriga a mexer na posição de Eduardo Costa, que passa de primeiro, para segundo volante. Eduardo, claramente, não tem qualidade suficiente para ficar tão próximo dos meias. Uma função que exige também chegar à frente, como tão bem vinha fazendo William Magrão.

Um pouco mais a frente, Roger novamente foi esforçado, certamente o jogador de maior qualidade, mas que tinha que se desdobrar tendo que jogar também como um “falso atacante”. Maylson, mais uma vez não fez nada que justifique tantas chances que tem no time. Já o paraguaio Julio dos Santos entrou em campo, sem ter posição, tampouco função definida. Ou seja, assistiu ao jogo.

Os erros nas escolhas do treinador, prosseguiram durante a partida. Roth viu seu time levar um banho de bola no meio, com o veterano Lauro desfilando com toda a liberdade dentro do “povoado” meio-campo gremista. Mesmo assistindo seu esquema ruir, Celso permanecia estático na beira do gramado, esperando talvez que um milagre acontecesse no Olímpico, e todas as suas escolhas, de repente, como num passe de mágica, começassem a dar certo.

Celso Roth justificou suas lambanças alegando, que as ausências de jogadores lesionados obrigaram a fazer tais modificações. É verdade em parte, o Presidente Paulo Odone, e o diretor de futebol Paulo Pelaipe também explicaram a derrota da mesma forma. Só que o que eles ignoraram, é o fato que nem todos os lesionados são peças fundamentais para o time, alguns nem titulares são. O que evidentemente, não tornaria necessária tantas modificações, sobretudo nas laterais.

A reação no final do jogo foi mais na vontade, na raça característica do tricolor, que ajuda, mas que sozinha não ganha jogo. Naquelas alturas a vaga já estava perdida, toda excelente campanha e liderança geral do campeonato já não valiam mais nada.

Depois da tragédia e da humilhação, restou a Copa do Brasil. Um jogo que pode marcar a recuperação do time, ou mergulhá-lo numa crise sem precedentes. As perspectivas não poderiam ser piores, e o Grêmio aos poucos vai pagando amargamente por suas escolhas.

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