A permanência de Celso Roth tirou do Grêmio a possibilidade de recuperar o ano. A insistência num técnico incapaz de dirigir grandes clubes faz com que às mudanças que o Grêmio passou a fazer, desde as humilhantes eliminações no Gauchão e na Copa do Brasil, sejam insuficientes. Tudo passa pelo técnico. O Grêmio já começa errado em manter um comandante fracassado.
A saída de Paulo Pelaipe era necessária, o ex-diretor já estava desgastado e com muita autonomia no departamento de futebol do clube. Tudo era centrado nele, com o aval do Presidente Paulo Odone, sempre assistindo a distância. Agora chega André Krieger, que já teve passagens sem brilho pelo clube, trazendo consigo um estilo mais apaziguador, por vezes, excessivamente burocrático.
O erro está em sair de um extremo para outro. Não há nada que impedisse Krieger e Pelaipe de trabalharem juntos, dividindo a função e o poder frente ao futebol gremista.
As mudanças imaginadas pelos torcedores, após os fracassos nas duas primeiras competições do ano, não estão sendo tão profundas como deveriam. Algumas dispensas se justificam, outras não. E as contratações até o momento não empolgam.
Amaral é um mero volante, da confiança de Roth – o que não é uma virtude – que poderá acrescentar muito pouco. Trata-se de um jogador que fará número na casamata, nada mais.
No entanto, a confirmação de Tcheco, como reforço a partir de Junho, dá ao técnico uma boa opção para o meio. Tcheco fez muito pelo clube e tem a simpatia da torcida, se bem aproveitado certamente será um jogador importante. Uma projeção de meio campo com Eduardo Costa, Magrão, Tcheco e Roger, sem dúvida é um alento para os tricolores. Que contarão também com Rodrigo Mendes, que enfim estará a disposição.
Por fim o amistoso
A impressão nesse recomeço tricolor não poderia ser mais preocupante. Faltam menos de duas semanas para o começo do Campeonato Brasileiro e a torcida segue sem perspectivas de ter um time competitivo. A oportunidade que o Grêmio teve, nesse período sem jogos oficias, parece ter sido desperdiçada.
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Os gremistas se sensibilizaram com a entrevista de Jardel. O jogador passa por um momento difícil e precisa de ajuda. Jardel não é só mais um jogador que passou pelo Grêmio, trata-se de uma das figuras mais importantes da história do clube.
Um grande artilheiro, vencedor e que hoje precisa reconstruir sua vida e ter um final de carreira digno, à altura de tudo que representou. Por isso, o clube tem que ampará-lo.
Jardel é um ídolo do tricolor, e o Grêmio tem o dever de valorizar e cuidar de seus ídolos.
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