
Fatos lamentáveis ocorreram no principal clássico de Santa Cantarina. Alguns jogadores do Avaí comemoraram de maneira "desrespeitosa", ofensiva, em relação à torcida do Figueirense.
A Comissão Nacional de Arbitragem está tomando providências para acabar com esse tipo de situação. Fica a critério do árbitro punir um jogador que, na visão do árbitro, comemorar e ao mesmo tempo provocar a torcida ou o time adversário.
Eu discordo totalmente desta decisão. Sou contra a violência é claro, mas um jogador passa 90 minutos escutando todo o tipo de ofensa dos torcedores adversários, será que ele não pode extravasar no momento máximo de felicidade no futebol?
O jogador pode ter bom censo e não fazer ofensas, até porque a função dele é jogar. Na verdade, o erro não está na provocação, que deveria ser um ato saudável, mas a realidade no futebol brasileiro, todos sabemos, é bem diferente.
Se os árbitros tiverem o poder de punir jogadores por causa da comemoração, muitos equívocos vão acontecer. Um exemplo disso é a simulação. Quando um jogador cai na área, o árbitro precisa interpretar o lance, e muitas vezes o jogador simula mesmo. Mas muitas vezes o jogador sofre a falta e o juiz não marca. Isso já é prejuízo pro jogador que sofreu a penalidade. Com essa regra, o jogador pode receber o amarelo, pode até ser expulso se já tiver cartão, e o prejuízo é bem maior. E assim, o árbitro erra duas vezes.
Se o jogador que cai na área está simulando a falta e a arbitragem percebe, não marcar a penalidade já é punir o jogador. Na teoria, esta invenção é muito boa, concordo, mas na prática ela nunca daria certo.
Voltando ao tema das comemorações, tem árbitros que punem os jogadores com cartão amarelo por ficarem muito tempo comemorando um gol. Aí eu me pergunto: pra que exatamente servem os acréscimos?
O jogador do Avaí escolheu a maneira errada de comemorar um gol, assim como Diego, quando jogava no Santos e comemorou em cima do símbolo do São Paulo, mas ele tem o direito de comemorar do jeito que quiser e achar melhor. O que tem que mudar não é a regra ou as comemorações, e sim, a cultura do nosso povo e também de alguns jogadores, que se sentem ofendidos facilmente.
2 comentários:
Que graça teria o futebol se não tivessem as provocações? Uma torcida mexendo com a outra. Jogadores e técnicos falando de seus adversários antes de um jogo decisivo. Tem coisa melhor que tirar com a cara dos colorados após um jogo de brasileirão ou depois de vencer o gauchão? Não... Quem não lembra do Zé Roberto com sua declaração "Estamos na final", isso antes do 1º jogo contra o Grêmio. É, peixe morre pela boca... Essas provocações são uma atração a mais no futebol. Deixam os jogos muito mais emocionantes. Recentemente David Pizarro chamou Cristiano Ronaldo de firulento e que e disse que le deveria respeitar mais seus conpanheiros de profissão. Ele respndeu: "Nunca tive a intenção de fazer ninguém de bobo. Meus dribles e efeitos em campo são objetivos, sempre pensando no bem do time. Em campo, respeito meus adversários. Se alguém pensa que meus movimentos são para zombar dos rivais, então esse alguém está enganado. Sempre fui assim e continuarei sendo. Jogo para o time, não para aparecer." Muito bem respondido por sinal. Deixem as provocações no futebol, sem elas ele perderia um pouco a graça.
eu concordo, a que ponto está chegando o futebol brasileiro e mundial... hoje em dia como o futebol está muito competitivo o futebol bonito ja foi um pouco deixado de lado... e quando alguém começa a se destacar leva pancada o jogo inteiro. O que é que tem de mais, se no momento que ele supera todas as adversidades, o jogador comemorar como quiser. O Valdívia por mais ator que seja e polêmico, realmente ele tem uma técnica diferenciada e leva pancada o jogo inteiro, ele tem o direito de fazer o que ele quiser quando fizer um gol. Assim vale para todos os jogadores que passam por tantas coisas como aguentar os torcedores enchendo seus ouvidos eles merecem escutar e ficar calados porque quem fala o que quer escuta oque não quer. hehe
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